29/04/2008

Google paga R$ 8 mil para melhor widget de Orkut

Lembram do post sobre os novos aplicativos do Orkut, disponíveis quando mudamos o país para Estônia? Pois é, eles fazem parte de um concurso promovido pelo Google. O criador do melhor widget leva R$ 8 mil, o segundo, R$ 2 mil, e o terceiro, R$ 1 mil. Além disto, os vencedores vão ter suas criações implantadas em diversas redes sociais.

Isto mesmo, diversas. O concurso faz parte do projeto Open Social, promovido pelo Google em parceria com outras redes como Myspace e Linkedln. Caso queira entender mais sobre o projeto, leia um profissional escrevendo sobre o assunto.

Se tem uma boa idéia em mente, coloque no papel no PC e desenvolva. Visite o site do concurso (link disponibilizado pelo G1). Já pensou levar R$ 8 mil pra casa e ainda tirar onda com outros nerds por ter vencido um concurso do Google?

Jornais de todo o mundo noticiam sumiço de padre

Nem sempre fazer piada com a desgraça dos outros é legal. Eu disse nem sempre. Como diria Leandro Hassum, humorista do Zorra Total, em seu espetáculo Nóis na Fita: "Alpinismo é um negócio que eu não entendo". Muito menos vôo com balões.

Já virou febre na blogosfera brasileira os trocadilhos com o sumiço do Padre Voador. O Kibeloco acha que ele está rodando o mundo. E se estivesse mesmo, como os jornais noticiariam a chegada de nosso querido aventureiro?

  • The New York Times: Padre sobe, bolsas caem
  • O Globo: Caos aéreo: Piloto confirma "quase colisão" com o padre
  • Diário de Bogotá: Padre desaparecido pode estar em poder das Farc
  • Gazeta de Madrid: Zapatero avisa: Se padre entrar na Espanha, será deportado
  • Diário de La Paz: Evo Morales recebe padre e pede reajuste para encher os balões de gás
  • Diarinho: Padre maluco se escafedeu com balões de festinha
  • Corriere de la Siera: Vaticano apóia balão, mas condena camisinha
  • Washington Post: Hillary vs. Obama: Padre vai desempatar a disputa
  • Beijing News: Governo Chinês confisca as imagens da queda do balão do padre no Tibete e afirma que não houve violência
  • Beijing News (edição extra): Governo chinês diz que padre já está treinando para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos.
  • Correio Braziliense: Oposição diz ter provas de que os balões foram comprados com cartão corporativo
  • Diário do Equador: Governo confirma que balão foi abatido pelo exército colombiano e exige explicações
  • Diário de Caracas: Chávez envia exército para a fronteira com a Colômbia para receber o padre

    Li o texto no blog da Dad, mas tive de reproduzí-lo aqui. Infelizmente, eles não trabalham com link permanente para posts.

  • 23/04/2008

    Star Wars ganha novo vilão

    Com quase 22 anos de repertório cinematográfico e televisivo, conheci muitos vilões, assustadores ou não. Meninas, demônios, psicopatas, macacos, vampiros, lobisomens, todos me fizeram perder noites de sono. Acho que até teria um irmãozinho, não fosse o medo excessivo e as constantes visitas ao leito materno.

    Digo isto sem dó: sou medroso. Filmes de terror nunca foram meu forte. Tudo bem que ao longo dos anos criei um pouco de resistência para tanto sangue, mas mesmo assim, evito os sustos sempre que posso. Prefiro dramas, romances, comédias e musicais - não necessariamente nesta ordem.

    Mas por incrível que pareça, mesmo tremendo de pavor, criei simpatia por muitos vilões que encarei em pesadelos profundos. Cá entre nós, um Freddy Krueger não se constrói da noite para o dia. A esperteza, a sutileza e a criatividade do vilão são dignas de aplausos, ou melhor, gritos.

    Há os vilões sangrentos, os maquiavélicos, os camuflados, os astutos, os mafiosos, mas dentre todos já vistos, o mais apaixonante é, de longe, Darth Vader. Talvez por ser um anti-herói, o homem-da-capa-preta desperta em mim um misto de raiva, simpatia e identificação.

    Como o próprio George Lucas afirmou em um documentário presente no extra dos DVDs da hexologia (coleção esta que eu possuo), Star Wars foi criado baseado em mitemas. Os conflitos da mente de Anakin Skywalker permeiam nosso dia-a-dia: amor e ódio, guerra e paz, tudo lado a lado. O sentimento que a história do vilão desperta em nós é semelhante ao que sentimos lendo mitologia grega.

    Voltando da viagem ao passado, algo hoje me tirou o sono. Espero conseguir voltar a dormir no prazo de um mês. Uma foto super reveladora coloca em risco a segurança de todos os habitantes da galáxia. Se nós acreditávamos na redenção de Darth Vader, não há mais esperança: ele se rendeu a alguém que realmente conhece o lado negro da Força.


    Haja coração, amigo

    Agora diga pra mim, qual o teu vilão favorito?

    14/04/2008

    Músicas, emoticons, livros e jogos no Orkut?

    Quer testar novos aplicativos na maior rede social do Brasil? Experimente mudar seu país para Estônia. Ao fazê-lo, diversos widgets - alguns já conhecidos, como o miguxíssimo Slide.com - são disponibilizados para os usuários. Destes, me chamou muito a atenção o iLike.



    O serviço permite adicionar músicas de seus artistas favoritos em uma lista executável, visível para outros amigos. Apesar da idéia ser excelente, não aconselho testar a ferramenta ainda. Além de não exibir sua playlist para amigos do Brasil, os poucos usuários que se aventuraram, agora reclamam da dificuldade em apagar as músicas.

    Dentre outros tantos, um horóscopo e dois serviços para discussão e compartilhamento de livros soam bem diferentes do usual. Quanto aos jogos, foram disponibilizados apenas um Type Racer, que consiste na disputa de velocidade de digitação, a clássica "Forca" e — pasmem, senhoritas e senhores — um quiz de versículos bíblicos.



    Não encontrei nada escrito oficialmente ou no Google Discovery sobre as novidades, portanto não há como afirmar se os serviços vão integrar a lista de widgets de nossos brasileiríssimos orkuts.

    Particularmente, acho muito improvável que o Google os adicione oficialmente. A idéia deve ser criar um agregador dos aplicativos confiáveis. Como bom nativo que sou, registro a descoberta por pura curiosidade.
    Thanks ao Sidney Fagundes pela dica.

    10/04/2008

    O livro que mulheres (e homens) deveriam ler

    Graças ao término da monografia pude enfim me dedicar a um dos atos mais prazerosos da vida: a leitura. Não que não tenha lido durante o trabalho acadêmico, ao contrário, li muito, mas mesmo tratando de assuntos de interesse próprio, nenhum livro ganha dos romances (talvez os gibis da Turma da Mônica).

    Se é tão bom adquirir conhecimento — como defendia Edgar Allan Poe ao dizer: "Não é na ciência que está a felicidade, mas na aquisição da ciência" — o melhor é conciliar o prazer dos enredos bem trabalhados e personagens complexos aos dados e descobertas dos livros didáticos. Mas poucos têm habilidade para isto.



    Um destes, mesmo sendo muito criticado, é Augusto Cury. O psiquiatra e psicólogo surpreende pela leveza textual e peso argumentativo. Li nestes últimos dias "A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres" e confesso estar atordoado até agora.

    É impressionante como os dados apresentados exibem uma realidade quase palpável, que a maioria ignora. É comum ouvirmos dizer que as mulheres se preocupam demais com a própria imagem, mas incomoda reconhecer que eu e você — e não só os meios de comunicação, como costumamos rotular — somos responsáveis por isto.

    Sempre brinquei dizendo que nascemos bichos iguais. Homens crescem por instinto, enquanto mulheres são ensinadas a se comportar como tal. "Cruze as pernas", "acerte a postura" e "não brinque com os garotos" são algumas das regras que constróem o conceito de mulher ideal ao longo da vida de uma garota. Mas antes fossem somente estas.

    A mulher moderna é realmente afligida pelo Padrão Inatingível de Beleza — teoria muito bem defendida nas 208 páginas da obra — buscando compulsivamente um corpo inexistente. Comparando-se diariamente a objetos humanos surreais com formato feminino, muitas têm se aprisionado a estas imagens. Mal sabem que nem mesmo as modelos, que utilizam de ferramentas digitais, têm o corpo que exibem nas fotos.

    Temos gerado em grande porcentagem das mulheres do mundo tristeza, depressão, bulimia, anorexia e outros transtornos alimentares. Milhões são infelizes com os corpos que possuem e milhares cometem suicídio. Mas afinal, o que podemos fazer para ajudá-las? Simples: questione suas próprias atitudes, como eu mesmo fiz.

    Temos reconhecido a verdadeira beleza da mulher? Temos reparado nos sorrisos, na inteligência, nas palavras, nos gestos, nos olhares, ao invés de meramente comparar corpos? Reclamamos das mulheres vulgares, mas temos dado o valor que elas realmente merecem?

    Questões profundas, que me levaram a rever meus conceitos de beleza e também reconhecer que as verdadeiras mulheres são heroínas. Não por terem vencido o jugo machista, mas por sobreviverem às "masmorras psíquicas" onde temos aprisionado-as.

    Dedico o texto e a reflexão às blogueiras presentes no meu feed: Cláudia Lyra, Ester Beatriz, Maíra Suspiro, Lúcia Freitas, Kandy Saraiva e Gabi Zago.

    07/04/2008

    Como sempre sonhei

    Pra quem achava que as composições eram fogo de palha, aqui está mais uma. Quebrando de vez possíveis preconceitos relacionados à música cristã, com uma pitada de surf music, canto um folk bem ritmado, ideal pra quem gosta de luau na praia.

    Com divisão — não tão organizada — de vozes e um violão decente, a canção soa mais alegre que a anterior. Uma terceira já está pronta, mas na gaveta ainda. Prometo que, no primeiro tempo livre, gravo as três músicas e coloco no meu myspace.

    03/04/2008

    Shawn McDonald - Roots: como repetir inovando?

    A fórmula do sucesso parece encantar a maioria dos artistas. Poucos rompem com as barreiras por eles mesmos estabelecidas. Mas, afinal, quem definiu que esta ruptura é sempre necessária? Se repetir com qualidade é, por vezes, tão difícil quanto produzir novos álbuns.

    É claro que não faço apologia à pasteurização musical, ao contrário, é essencial que as composições e a produção acompanhem as novidades tecnológicas — que, querendo ou não, conduzem o mercado atualmente.



    Shawn McDonald, cantor americano de folk contemporâneo, é um destes artistas. Sem perder as principais características de seus álbuns anteriores de estúdio — Simply Nothing e Ripen — surpreende nos detalhes de seu novo disco, Roots. O nome, que significa raízes, refere-se aos primórdios da carreira de Shawny, mas como todos sabem, raízes também crescem.

    Contrariando totalmente o último disco lançado, Scattered Pieces: Live — que parecia se perder no conceito voz-e-violão — Roots traz de volta os sintetizadores e guitarras bem sucedidos. A ambientação do disco é deliciosa. Efeitos, vozes dobradas, baterias eletrônicas e guitarras dão o tom moderno às composições de poucos acordes.

    Composições estas que soam mais coesas e bem definidas. Os 30 anos de idade fizeram bem ao artista. Mais centrado no modelo de música ideal para seus discos, o cantor dá vez ao experimentalismo discreto. Exemplo disto é Waltz In 3, valsa lenta que ganha vida com o trio quase clássico de cordas, acompanhado Shawny e seu violão.

    Slow Down lembra uma introdução de pop rock, mas acaba por surpreender o ouvinte. O efeito aplicado à voz e violão dura todos os dois minutos e 37 segundos de música, dando um ambiente de nostalgia perfeito à canção. Pop rock mesmo é Time, balada radiofônica com direito a refrão pegajoso.

    Para os fãs antigos que não conseguirem acompanhar as viagens particulares de Shawny, lá estão Captivated, Clarity e Winter, canções que remetem aos discos anteriores diretamente. Esta última merece destaque pelo belo dueto acústico entre Shawn e uma cantora ainda não identificada (juro que tentei o Google).

    Um álbum coeso, correto, que se propôs a repetir os sucessos anteriores e o faz com qualidade. Pequenas inovações, rupturas na produção musical e composições com a marca de Shawn McDonald. Este é, sem dúvida, um dos grandes compositores de folk contemporâneo do mercado.